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Especial NippoJovem
Torneio internacional destaca a confraternização entre os nikkeis de todas as idades

Após a matéria especial sobre amizade, o Nippo-Jovem retrata um torneio internacional que tem como principal objetivo a confraternização entre os nikkeis de toda a América

(Texto: Kelly Nagaoka/NJ | Fotos: Fernando Mori/Divulgação e Kelly Nagaoka/NJ)


Torneio aproximou mesa-tenistas do Peru, Brasil, Paraguai e Argentina

Atletas nikkeis do atletismo, do tênis de mesa, do futsal, do boliche, do beisebol, do judô, da natação, do golfe e do tênis participaram, de 31 de julho a 3 de agosto, de um torneio festivo com a presença de diversos países da América. Chamada também de Pan-Americano Nikkei, a Confraternização Desportiva Internacional Nikkei ocorre geralmente a cada três anos, sendo a última edição em Cancun, no México.

Os nipo-brasileiros ganharam diversas medalhas de ouro no campeonato, em São Paulo. No tênis de mesa, na Arena do Judô do Ibirapuera, homens e mulheres venceram todas as modalidades (equipe, dupla, dupla mista e individual). Participaram do torneio Peru, Argentina e Paraguai. "É uma responsabilidade jogar pelo Brasil. Mesmo assim, vejo o torneio mais como uma confraternização e um meio de fazer amizades", contou Leine Agata, de 17 anos. Já o peruano Jorge Passos, 19, que disputou o Pré-Olímpico em abril deste ano, destacou o alto nível do Brasil. "O torneio também é especial para fazer muitos amigos", disse Jorge, que conheceu o Brasil pela primeira vez.

Para conhecer melhor o evento, o Nippo-Jovem entrevistou diversos atletas e dirigentes. Confira os depoimentos:

"Treino uma vez por semana somente em época de campeonato. Temos pouca infra-estrutura em Assaí. Então, é bem diferente participar de um torneio com outras pessoas de fora"
Amanda Fujikawa, 18 anos, de Assaí (PR), que bateu o recode (1,56 m - o anterior era 1,55 m) no salto em altura em 2008

"A primeira vez que participei de um Intercolonial eu nem sabia que tinha a classificação para este torneio. Estar presente aqui é um sonho. Mantenho contato com o pessoal da Argentina pela internet e ainda conheci novas pessoas"
Mieko Oikawa, 19 anos, de Curitiba (PR), 1º lugar na última edição do torneio (Cancún), no salto à distância
"Em toda a minha vida esportiva posso afirmar que a Confraternização é um dos torneios mais bonitos e interessantes em que pude participar, porque me permitiu conhecer lindas pessoas e fazer grandes amigos, com quem mantenho uma ótima relação"
Cesar Shimizu Oliva, 30 anos, técnico do Peru que particpa do torneio desde 1995
"O interessante deste torneio é a confraternização, que é o objetivo maior. Nem todos os países trazem seus melhores atletas. Porém, o importante é a troca entre as culturas"
Renata Miyamoto, 27 anos, atleta de São Bernardo do Campo, que em sua quarta participação venceu os 400 m com barreiras
"É muito bacana ver como os nikkeis se organizam. O nível não é alto, mas o importante é que as pessoas se comunicam e mantêm viva a chama da cultura na América"
Cleberson Yamada, 33 anos, atleta de Itu (SP), que compete desde 1998 e vence todas as provas (400 m e 800 m com barreiras, 400 m raso e revezamento 4 x 400 m)
"Desde 1977, participando assiduamente do torneio como jogador, técnico e dirigente, conheci muita gente de toda a América do Sul do tênis de mesa e de outras modalidades. O espírito da Confra é o mais importante: primeiro fazer muitos amigos e depois ganhar as medalhas"
Marcos Yamada, 44 anos, organizador do evento em 2008,
que participou pela nova vez
"A deleção brasileira é muito mais competitiva que a Argentina. Na parte econômica, como a passagem é mais barata, nosso país conseguiu trazer muitos mais atletas que nas edições anteriores"
Eliana Shimabukuro, 24 anos, da Argentina, que competiu pela vez no torneio nos 100 m e 200 m raso
"Durante três meses, viajei todos os finais de semana para treinar em São Paulo. O mais bacana é reencontrar amigos que participaram de outras edições e manter o contato"
Adriana Tsukuda, 29 anos, que mora em Curitiba,
e defendeu o Brasil no vôlei
"Hoje continuo por causa das pessoas, das crianças. É um meio de incentivar e dar continuidade ao trabalho no atletismo. As dificuldades dos preparativos foram superadas e hoje o objetivo maior deste torneio é a confraternização"
Pedro Yoshikawa, 55 anos, coordenador do atletismo, ex-atleta de fundo que começou em 1998 como colaborador e hoje é diretor executivo
"O importante desta competição é o intercâmbio com outros países, conhecer diversas culturas e depois manter o contato pela internet"
Daniel Koga, 22 anos, atleta de Pindamonhangaba (SP) e campeão das duas edições anteriores nos 100 m, 200 m e revezamento 4 x100 m
"É a sexta vez consecutiva que participo da competição. Foram quatro como atleta e as duas últimas como coordenadora. A coisa mais importante deste evento é a confraternização com nikkeis de outros países, as amizades, as trocas de e-mails. Ganhei tanto presente e ainda preciso retribuir todos eles"
Daniela Sakai, 31 anos, coordenadora de atletismo do Brasil
"É a minha nona participação, duas como técnica e sete como atleta. Tenho diversos recordes. Por isso, é muito bom participar e ajudar um pouco"
Ana Mizoguti (1ª à dir.), 41 anos, técnica da seleção brasileira nikkei, recordista dos 200 m e 400 m

Ficou interessado em participar da próxima Confraternização Desportiva Internacional Nikkei? Caso sim, comece a praticar um dos esportes citados no início da matéria e boa sorte!

Veja mais fotos do evento
<clique na foto para ampliar>


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