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André
Maeda e o Fiat Punto de Alexandre Hercovitch
O tuning (palavra de origem inglesa, que significa afinação)
no Brasil é uma tendência que vem ganhando cada vez mais
adeptos. Desde o lançamento do filme Velozes e Furiosos, em 2001,
o foco que antes eram as competições de som automotivo foram
perdendo espaço para aqueles que se preocupavam mais em personalizar
seus carros com rodas, neon e outros acessórios.
Interior
do Punto
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Um
dos trabalhos de Maeda na empresa Studio 77
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A admiração por essa arte foi decisiva para que o designer
de motos e carros André Takeshi Maeda, de 37 anos, fizesse do tuning
a sua profissão. Hoje, ele é dono da empresa Studio 77 e
transforma, segundo ele, o que a pessoa quiser. "Esse tipo de trabalho
não precisa ser feito apenas em motos ou carros. Já pintei
até avião", disse. O nikkei, que decidiu entrar de
vez nessa área ao ver um capacete de moto todo desenhado quando
tinha 24 anos, explicou que, para ele, isso não é apenas
um negócio. "Esse tipo de trabalho é uma arte. É
muito gratificante ver que a pessoa ficou satisfeita e gostou do que você
fez."
Neste ano, Maeda recebeu o convite da Fiat para participar da 24ª
edição da São Paulo Fashion Week, maior evento de
moda da América Latina, realizado de 16 a 22 de janeiro, na Bienal
do Parque do Ibirapuera, zona sul da capital. O desafio do nikkei era
modificar o carro Punto, de acordo com o que o estilista Alexandre Herchovitch
queria. No final, Hercovitch só quis alterar uma cor da parte interna
do carro.
Além do trabalho em parceria com a Fiat e com Herchovitch, Maeda
disse que um outro trabalho que o marcou foi para um fazendeiro do Mato
Grosso do Sul. "O projeto para o meu cliente já estava todo
definido. Iria fazer um dragão. Mas um dia ele me ligou e disse
que tinha sonhado com uma cobra. Então, pediu que a moto inteira
imitasse a pele de uma cobra", relembrou o nikkei, que fez esse trabalho
em 2001.
O tuning, segundo o designer de carros e motos, é algo muito procurado
quando se quer presentear alguém. Quando é assim, normalmente,
as pessoas o deixam à vontade para criar. Foi o caso de uma mulher
que deu uma moto e dois capacetes para o marido. "Nós devemos
entender o gosto da pessoa e saber o que vai agradá-la. Mas como
o nosso trabalho é arte, também devemos imprimir um pouco
do nosso eu no que fazemos."
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