|

Inicialmente, o street dance surgiu nos Estados Unidos, durante a crise econômica
de 1929, e chegou no Brasil em meados da década de 80. Esse estilo
de dança é uma soma de movimentos acrobáticos coreografados
e música ritmada. A vestimenta comum é o street wear, ou
seja, calça larga, camisetão e boné. Porém,
Marcelo Komino, do grupo Neway, completa. "O figurino usado em apresentações
varia muito de grupo para grupo, pois a apresentação pode
ser temática e geralmente costuma-se usar um figurino especifico".
Hoje, com novos elementos incorporados, o street dance faz muito sucesso entre
os nikkeis e grupos como The Face, Just, Neway, entre outros, participam
de campeonatos no Brasil e no exterior.
O The Face participou em 2004 e 2006 do World Hip-Hop Crew Championship,
em Los Angeles, sendo que no ano de 2004 o grupo ficou em 6º lugar
dentre os 22 grupos. Além disso, eles irão representar o
Brasil, no Chile, no dia 17 de novembro. É tudo muito glamouroso.
Vocês vêem só 15, 40 minutos. Mas são meses
treinando para isso, afirma Lenilson Rodrigues, conhecido como Haysten,
dançarino e fundador do The Face.
Já o Just participou em 2005 do mesmo evento em Los Angeles e conquistaram
o quinto lugar. "Acho que o campeonato que deu mais trabalho, porque
nós não esperávamos a classificação
e não tínhamos nenhuma condição para viajar",
conta o dançarino Rodrigo Tanikawa, de 26 anos. Uma forma que eles
encontraram para participar do campeonato foi vender camisetas, rifas
e fazer shows, tudo isso com compromissos do dia-a-dia.
Para fazer street dance não é necessário saber dançar.
O importante é ter força de vontade, esforço e dedicação.
"Facilidade você acaba adquirindo com o tempo de treino", assegura Marcelo,
do Neway, cujo grupo possui um currículo cheio de apresentações
e eventos na comunidade nipo-brasileira. Mais do que um grupo de dança, com dias de treino e apresentações,
o street dance tem a função de unir os membros e formar uma grande família.
|