Suellem
Leiko Azevedo Morimoto começou a fazer dança do ventre
aos nove anos de idade. Hoje ela tem 19 anos e foi selecionada para
dançar na casa de chá egípcia, Khan El Khalili,
em São Paulo, onde apenas as melhores bailarinas do país
são selecionadas para trabalhar. Cerca de 60 itens são
avaliados e a transição de estagiária para bailarina
demora entre seis meses a um ano. "Então, a pré-seleção
foi pior do que vestibular!", desabafa.
Para atingir
este objetivo, ela deixou o curso de moda para se dedicar exclusivamente
à dança. "Eu sempre quis fazer faculdade de moda,
mas depois que eu comecei, eu vi que não era aquilo que eu queria.
Não me via parando a dança para fazer um estágio
de moda", revela a dançarina que dentro de alguns dias viajará
a passeio ao Japão e fará uma apresentação
em um empresa na China.
O apoio para
seguir a carreira artística vem da família e inclusive
do namorado. Segundo Suellem, ele já a conheceu nesse ramo, por
isso não tem como ele proibir ou sentir ciúmes. Mas, dependendo
do lugar onde ela irá dançar e da roupa, ele sente ciúmes.
"Quando eu me apresento em bares árabes, ele não
gosta. Ele prefere menos fãs homens", diverte-se.
Apaixonada
pelo dança do ventre, o único problema que cita é
muitas vezes ficar com dores pelo corpo. Isso acontece pela repetição
de movimentos diariamente. "Em geral, bailarinas profissionais
têm problemas na coluna. É uma atividade mais rígida,
pois a gente dança todo dia", desabafa Suellem. Já
a vantagem da dança do ventre é a auto-estima que a mulher
adquiri. "Eu vejo nas minhas alunas. Muitas mulhers casadas vêm
fazer a aula para ter uma atividade física, para aliviar o estresse
e acabam mudando todo o estilo de vida", orgulha-se a jovem professora.
E completa. "Eu não quero ter nome. Eu gosto de ver as pessoas
felizes!".