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Do
Rouge para musical da Broadway
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Lissah
Martins, ex integrante do Rouge,
agora atua no musical "Miss Saigon"
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Reportagem:
Francine Shimizu/NJ | Fotos: Jin Yonezawa/NJ e João Caldas/Divulgação
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Desde pequena
a mestiça Lissah já demonstrava seus dons para a música.
Ela se apresentava em eventos escolares, formaturas e até em
concursos de música japonesa, mas nem imaginava que chegaria
tão longe com sua voz. Com o talento finalmente reconhecido em
2002, quando foi escolhida entre as mais de 30 mil candidatas para integrar
o quinteto Rouge, ficou conhecida por seu nome de batismo: Patrícia.
Agora, em nova fase da carreira, readotou seu antigo nome artístico,
"Lissah Martins", e é a estrela do musical "Miss
Saigon". Na megaprodução de 12 milhões de
dólares da Broadway, ela interpreta a vietnamita Kim, que se
apaixona por um soldado americano.
"Nunca
imaginei que pudesse um dia atuar, representar uma personagem. Isso
realmente foi um desafio!", revela Lissah. Desafio que já
lhe rendeu boas experiências: para o papel teve que fazer inúmeras
aulas de canto; uma oficina de interpretação; ensaios
de 8 horas diárias, de segunda a sábado; além de
assistir, junto com todo o elenco, a documentários e explicações
sobre a Guerra do Vietnã antes do início dos ensaios.
"Os diretores conseguiram me transformar em pouco tempo. A forma
deles trabalharem é surpreendente! Eu estou adorando a nova experiência!",
fala entusiamada.
Sobre sua
participação no grupo Rouge, Lissah lembra com emoção.
"Foi uma das maiores e melhores experiências de vida que
eu já tive. Aprendi muito com as meninas! Acho que todas nós
vamos guardar essa fase de nossas vidas como um momento de muito amadurecimento",
comenta.
Por pouco
ela não participa do musical. Ficou sabendo das inscrições
através de amigos e não queria mandar o currículo,
pois achava que não tinha o perfil necessário. "Mandei
meu material de última hora, só por desencargo de consciência
mesmo... [risos]". Graças à insistência dos
amigos, Lissah Martins embarcou na nova carreira e agora encanta o público
no espetáculo "Miss Saigon".
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Miss
Saigon
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"Miss
Saigon" é uma das produções teatrais mais aclamadas
em todo o mundo, já foi encenada em 12 línguas e assistida
por mais de 33 milhões de espectadores em 25 países.
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nas imagens para ampliar>
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Os
dois sofrem o amor perdido e ficam anos sem se ver. Tempos depois, Chris,
já casado, descobre que tem um filho com Kim. Este fato mudará
sua vida para sempre.
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Confira
trechos da entrevista com Lissah Matins
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Nippo-Jovem:
Como decidiu seguir a carreira musical?
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Lissah
Martins: Depois de começar a me apresentar nos eventos da escola,
percebi que queria mais do que só participar de concursos de músicas
japonesas. Conheci as "divas", como Mariah Carey, Whitney Houston
e Celine Dion. A partir de então, decidi me dedicar mais à
música, ainda como um hobby. Na adolescência comecei a cantar
profissionalmente, sendo convidada para cantar em casamentos, formaturas
e eventos do gênero.
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NJ:
Como foi se tornar atriz?
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Lissah:
Todo cantor já "interpreta", querendo ou não,
mas nunca imaginei que pudesse um dia atuar. Não vou dizer que
foi fácil, mas também não foi nenhum monstro de sete
cabeças como eu imaginava! Os diretores conseguiram me transformar
em pouco tempo. A forma deles trabalharem é surpreendente! Eu estou
adorando a nova experiência!
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NJ:
Como ocorreu a mudança de nome artístico?
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Lissah:
Eu não mudei de nome artístico. Na verdade, comecei a cantar
em concursos de música japonesa, sempre usando meu nome japonês:
Lissa, e meu sobrenome: Martins. Assim foi até participar do concurso
popstar, onde fiquei conhecida pelo meu nome de batismo: Patrícia
Lissa. Hoje tive a oportunidade de voltar a usar o nome que me tornou
cantora.
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NJ:
O que mais está gostando em Miss Saigon?
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Lissah:
Estou adorando o teatro e atuar cantando! Os fãs mudaram também.
O assédio agora é diferente. Os fãs de teatro são
diferentes dos fãs de cantores "pop".
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NJ:
Como você vê a relação da grande mídia
com os descendentes de japoneses no Brasil? Há espaço ou
existe algum estereótipo que acaba diminuindo a possibilidade de
atuação?
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Lissah:
Acho que isso já foi! A cada dia que passa, mais descendentes vêm
conquistando seu espaço e mostrando seu talento. Na minha opinião,
hoje temos um grande mérito! Muitas portas se abriram e isso só
tende a crescer!
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NJ:
Qual seu maior sonho?
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Lissah:
Meu maior sonho? Difícil, hein?! Eu busco só a felicidade.
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NJ:
Qual dica você daria para alguém que quer seguir carreira
de músico ou ator?
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Lissah:
Qualquer carreira exige muita garra, determinação e dedicação.
Tem que lutar muito para conquistar qualquer coisa nessa vida! Na carreira
artística, acho que o primeiro passo é aprimorar seu talento
e, a partir daí, buscar oportunidades de mostrá-lo!
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