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Oshibana,
a delicadeza eterna das flores
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Conheça
a oshibana, uma arte que utiliza
a essência e a beleza das flores
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Reportagem:
Francine Shimizu
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Francine, Ricardo Koike e arquivo pessoal
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Quer
guardar para sempre aquela flor que achou linda? Então você
precisa conhecer a oshibana. A técnica consiste em desidratar as
flores, mantendo suas características de coloração
e textura naturais, fazendo-as durar vários anos.
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Na
oshibana as flores são prensadas e parecem até pinturas,
mas cada composição é única, inigualável.
Geralmente a arte é utilizada em cartões e quadros, mas
tudo depende da imaginação de quem a executa. "As possibilidades
de você trabalhar com a oshibana são infinitas. O que você
compõe depende exclusivamente da sua criatividade", afirma
a professora de oshibana Mayumi Suzuki Okawara.
No Japão,
os fatores que alteram a cor e a textura da flor - como umidade e maresias
- são maiores que no Brasil e, por isso, o acabamento e a vedação
são feitos de maneira muito mais rígida. Além disso,
o Japão segue uma linha voltada à exposição
de quadros de oshibana, enquanto no Brasil muitas pessoas procuram a arte
como um complemento ao orçamento familiar, ou então como
uma forma delicada e diferente de presentear os amigos.
Visando essas
diferenças, Mayumi adaptou seu curso de oshibana à realidade
brasileira. "Eu sempre procuro o que existe de similar no Brasil,
sem ter que ficar importando o material do Japão. Isso faz com
que barateie o custo e possibilite a um maior número de pessoas
o desenvolvimento dessa técnica", afirma.
Além
de cartões e marcadores de página, o praticante também
pode fazer convites, enfeitar caixas de madeira ou bandejas. "Você
acende o estopim da criatividade aqui, mas o que vai explodir lá
na frente, vai depender de cada um", diz Mayumi.
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Curiosidades
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A
palavra tem origem japonesa, "oshi" significa apertar, enquanto
"bana" vem de "haná", que significa flor.
Desde a época
egípcia já se desidratavam folhas e flores, colando-as em
pergaminhos, mas no Japão é que houve o desenvolvimento
da técnica.
Flores chamadas
"suculentas" não são apropriadas para a oshibana,
pois mudam de cor muito rápido. Prefira plantas mais secas.
A cor mais
difícil de fixar é a verde, por causa da clorofila.
Entre as décadas
de 80 e 90 houve um verdadeiro "boom" da oshibana no Japão,
com o lançamento de livros e revistas.
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Saiba
mais sobre oshibana com a professora Mayumi Suzuki Okawara, da Aliança
Cultural Brasil-Japão,
em entrevista especial ao Nippo-Jovem
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Mayumi
Okawara com seus trabalhos no atelier
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Nippo-Jovem:
Como começou a praticar oshibana?
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Mayumi
Suzuki Okawara: Em 1981, tive minha terceira filha e resolvi trabalhar
em casa para dar assistência a elas. Decidi mexer na área
de plantas e, como morava em apartamento, comecei a pesquisar a secagem
das flores. Até então, existia muita coisa com tricô,
crochê, bordado, flores em papel crepom, mas o trabalho com flores
naturais quase não existia.
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NJ:
Quais as maiores dificuldades no começo?
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Mayumi:
Na época, quase não havia publicações, a não
ser no Japão. Pesquisei sozinha, por cinco anos, quais os materiais
que poderiam ser utilizados, como fazer para manter a qualidade da coloração
e melhorar a textura. Esses dois aspectos - cor e textura - são
os pilares do meu trabalho, mas quem chamou minha atenção
para eles foi o meu pai.
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NJ:
Como é feita a desidratação?
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Mayumi:
Ela pode ser feita de várias formas. Eu utilizo a sílica
gel, um produto desumidificador. Coloco as flores entre blocos de papel
jornal, prenso-as e depois deixo esse bloco numa caixa plástica
fechada, com a sílica gel na parte debaixo por alguns dias. Atualmente,
o Japão tem os melhores papéis para secagem, mas fiz testes
e percebi que não há muita diferença para o método
que utilizo. Já nos Estados Unidos, o forno microondas é
o mais utilizado.
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NJ:
O que é preciso para aprender oshibana?
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Mayumi:
Para aprender oshibana não há requisito nenhum, qualquer
pessoa, em qualquer idade e situação econômica pode
desenvolvê-la, mesmo que nunca tenha feito artesanato.
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NJ:
Quais são as dicas para quem quer aprender oshibana?
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Mayumi:
O que eu aconselho sempre aos alunos é: procure utilizar o
que tem em volta, não procure o que está muito longe. Às
vezes um galhinho que você viu no chão vira um trabalho lindo,
ou mesmo a feira tem as flores que você precisa. Além disso,
até restinhos de papel servem para enfeitar o trabalho, nada é
desperdiçado.
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NJ:
Quais os benefícios da oshibana?
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Mayumi:
Qualquer tipo de arte eleva a auto-estima e faz com que você
se sinta bem relaxado, desestressa. A criatividade traz muita satisfação
pessoal.
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Onde
praticar Oshibana em São Paulo:
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O
curso de Mayumi Okawara tem 12 horas de duração, dividido
em 4 aulas. Já a professora Mirian Tatsumi, do Atelier Oshibana
Art, está organizando uma exposição em homenagem
ao Centenário da Imigração Japonesa ao Brasil, que
ocorrerá entre os dias 24 de novembro e 2 de dezembro.
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Aliança
Cultural Brasil-Japão
· Unidade Vergueiro - Rua Vergueiro, 727 - 5º And. - Liberdade
Tel. 3209-6630 - E-mail: vergueiro@aliancacultural.org.br
· Unidade Pinheiros - Rua Dep. Lacerda Franco, 328 - Pinheiros
Tel. 3815-3446 ou 3031-9665 - E-mail: pinheiros@aliancacultural.org.br
Atelier de Mayumi Suzuki Okawara (curso com 12 horas de duração,
dividido em 4 aulas)
· Rua Pedroso de Moraes, 608 - sala 24 - Pinheiros (entre as ruas
Cardeal Arcoverde e Teodoro Sampaio) Tel. 3812-0955
Atelier Oshibana Art, professora Mirian Tatsumi
· Rua Tamandaré, 355 - Liberdade Tel. 3207-4279 / 9950-0164
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