Durante toda nossa história vários líderes mundiais buscaram esse objetivo, entretanto as guerras surgem, e cada vez mais, por objetivos fúteis e materialistas; parece que não importa quantas Ongs sejam criadas, quantos debates sejam promovidos pela ONU, as grandes potências, insistem em obter mais lucros e para isso passam por cima de tudo e de todos.
No entanto, após as duas guerras mundiais, um período dos mais obscuros pelo qual a humanidade passou, em seu final quando todas as nações aliadas á Alemanha já estavam praticamente rendidas, foi demonstrado a todo o mundo a maior atrocidade americana.
Mas como será possível que uma nação que se considera uma das que mais valoriza a liberdade e os direitos humanos; utilizou-se da forma mais desumana de destruição: foram lançadas sobre as cidades de Hiroshima e Nagasaki armas de destruição em massa, através da energia nuclear.
Naqueles tempos, ficou claro que ninguém tinha o controle sobre o poder americano. Hiroshima foi completamente destruída, sem sobrar nem ao menos resquícios próximos ao alvo, entretanto, dos males esse era o menor, todas as pessoas, que em sua maioria nem participaram diretamente da guerra, naquele dia em que estavam indefesas se preparando para um ataque a qualquer momento, sofreram algo pior; não havia forma de escapar, não havia para aonde correr, se esconder ou fugir, aquela bomba nuclear, destruiu a tudo e a todos que encontrou pelo caminho.
Entretanto, após tamanha atrocidade; os americanos, e todos aqueles que apoiaram sua decisão (França, URSS, Inglaterra) disseram que os culpados por aquele atentado à raça humana, foram os próprios japoneses; alegaram que por não se renderem, os japoneses estariam provocando cada vez mais mortes e que os americanos só haviam utilizado da energia nuclear, para poderem evitar que um massacre muito maior viesse a ocorrer durante as guerras contra o Japão.
É refletindo sobre essa argumentação que percebemos que talvez duas coisas que poderiam apenas trazer benefício para a população mundial, jamais poderão caminhar juntas: a paz e a energia nuclear.
Hiroshima e a própria falha no ataque à Nagasaki provam que talvez o ser humano nunca saberá lidar com um poder maior que ele próprio; hoje vemos o próprio EUA usufruindo da energia nuclear para sua produção de energia elétrica; no entanto, os americanos não evitaram usar dessa mesma tecnologia para demonstrar seu poder a todo o resto do mundo, e nem ao menos se preocuparam com as pessoas que perderiam suas vidas nessa demonstração de poder, os japoneses naquele período, foram usados como verdadeiras cobaias, durante e após o ataque.
Não é apenas a energia nuclear, ela é apenas mais um exemplo de que o homem não mede esforços para poder alcançar cada vez mais poder. Desde que tem uma arma em mãos, o homem não pensa duas vezes em atirar se for necessário. Nada justifica tirar a vida de um outro apenas para poder melhorar a sua própria.
É então que percebemos que é impossível manter o controle com tal energia de poder. A paz é algo que buscamos desde o primórdio dos tempos, diversos filósofos já tentaram compreender porque o mundo nunca consegue atingir a paz, e chegaram à conclusão de que isto só será possível quando o homem der um passo à frente; hoje nos consideramos os seres mais racionais do planeta, mas os seres por nós chamados de irracionais, preferem sempre à paz a guerra, eles guerreiam apenas para poder manter sua sobrevivência.
Já nós, seres humanos evoluídos, capazes de compreender o mundo ao nosso redor, não somos capazes de fazer um mero acordo, preferimos entrar em guerra e muito pior, não conseguimos nem ao menos compreender o nosso semelhante, preferimos lutar para poder alcançar mais poder do que poder conviver em harmonia com o resto da sociedade.
Com tantas avaliações de que nós seres humanos somos uma classe que não valoriza a sua própria vida, será que já não temos salvação?
Por mais obscura que pareça a situação, nós ainda temos a capacidade de pensar, e avaliar o que fazemos da nossa vida e do mundo que vivemos, pelo menos alguns de nós. É preciso compreender que tal poder como a energia nuclear, é uma moeda de duas faces, uma é que ela deve ser aproveitada por todos como fonte de energia onde até conseguiremos diminuir problemas como o próprio aquecimento global, já que essa é uma fonte alternativa onde se bem aplicada causa danos ao ambiente, mas em uma proporção muito menor do que a da queima de combustíveis fósseis, entre outros.
Mas a outra face é uma que deve ser evitada a todo custo, pois um poder com dimensões tão intensas, devido a nossa falta de compreensão dos valores humanos, não pode ser utilizado, afinal se essa busca incansável por capital e formas de obtê-lo, jamais for controlada; a paz será um sonho distante até mesmo para aqueles que virão depois de nós.