Quem
nunca sentiu uma pontinha de ciúmes por alguém que gosta?
Esse sentimento é um "bichinho" muito chato e complicado,
mas super comum entre casais. "Ter um pouco de ciúmes é
considerado normal. Significa até demonstração
de amor. No entanto, quando é excessivo, ele atrapalha a relação
afetiva", explicam as psicólogas do Núcleo Vida,
Maria Ioko Otani e Maria Lucia Camões da Costa.
Ter confiança
e respeitar o espaço do parceiro(a) podem ajudar a evitar brigas,
muitas vezes desnecessárias. Caso não conseguir controlar
o sentimento, o ideal é procurar um psicólogo.
Dicas
-
Confie mais em si mesmo(a). Se ele está com você, é
porque existe um sentimento sincero;
-
Todo mundo precisa ter seu próprio espaço. Deixe ele sair
com os amigos e aproveite para fazer isso também;
-
Converse mais com o parceiro. Explique o que você está sentindo
e tente resolver juntos;
-
Se o olharem na rua, fique orgulhosa! Afinal, ele está com você
e não com elas. E não questione se ele gostou ou se ele
correspondeu, pois isso pode fazer com que ele sinta uma falta de confiança
de sua parte.
Lado
positivo
Lado
negativo
Na
dose certa, o ciúmes pode estimular o relacionamento e fazer
com que o amor seja mais forte. Além disso, a sensação
de que o parceiro não está totalmente conquistado,
faz com que haja um esforço de ambos em agradar e voltar
aos mimos do começo de namoro.
O ciúmes
doentio deixa a relação insuportável e ambos
ficam magoados. Isso porque o parceiro acaba se sentindo pressionado
em evitar cenas de ciúmes e o ciumento, que muitas vezes
sabe do seu problema, oscila os sentimentos de culpa e auto-justificação.
O
ciúmes retratado na literatura
- "Otelo",
de William Skakespeare (1603)
Otelo é um general mouro de Veneza e é bastante inseguro.
Um possível romance entre sua mulher Desdêmona e Cássio
desperta ciúmes nele. Esse sentimento pode ser visto em todos
os personagens e das mais variadas formas.
-
"Dom Casmurro", de Machado de Assis (1899)
A história gira em torno de Bentinho e Capitu e o possível
adultério da personagem. O texto é narrado em primeira
pessoa e, assim, as interpretações de toda a história
é vista por Bentinho. O autor, Machado de Assis, faz com que
o fim da história seja interpretada de várias maneiras.
- "Alves
& Cia.", Eça de Queiroz (1925)
A obra conta a história de Alves que anseia por vingança
após ver sua mulher com outro homem. Todo esse desespero de honrar
o nome faz com que o final seja bastante surpreendente.
- "São
Bernardo", de Graciliano Ramos (1934)
Paulo Honório é um homem bastante angustiado. Aos poucos,
Honório se torna cada vez mais desumano e rude. Sua personalidade
e o ciúmes doentio acarreta na destruição da família.