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Tenho 31 anos e tive um relacionamento por 8 anos. No ínicio,
não aceitava, corria atrás e ela não queria mais.
Fiquei muito triste, pois estávamos noivos há 2 anos. O
motivo do término: ela disse que foi a rotina. Passados 6 meses,
fui a um psiquiatra 2 vezes e retorno daqui a um mês. Ele me receitou
uns calmantes (não tomei nenhum) e disse que deveria praticar esportes.
Faço academia 5 vezes na semana, me sinto muito bem. Quando faço
exercícios, como correr por exemplo, automaticamente vem a crise
e daqui alguns minutos passa.
Tive problemas com a bebida (bebia todos os dias, mesmo
antes de ter terminado) e no emprego também por ter muita pressão.
Acabei passando muito mal, perdi uns 12 quilos e tive medo de morrer.
Hoje a bebida é somente social, acompanhadoe cerveja (até
3 + ou -). Os cigarros, uns 7 ou 8 por dia, bem fraco.
A busca da religião está me ajudando muito,
estou buscando minha fé e está tudo melhorando. Mas fico
com medo de fazer qualquer coisa, por exemplo, sair à noite sozinho
para barzinhos, entre outros. Acho que não estou sendo fiel a Deus
(não me converti). Somente fico com garotas, saio e me arrependo
muito. Fico muito inseguro em questão de relacionamentos, só
diversão, mas ao mesmo tempo penso em ter uma família.
Às vezes, tenho pressentimento de uma neurose, vamos
dizer assim, que vou morrer a qualquer momento. Isto acontece independemente
da hora, seja de madrugada, no serviço, no trânsito. Então,
acabo ficando como se fosse parado e depois de alguns minutos fico afirmando
para mim mesmo: "está vendo, não aconteceu nada".
O medo é de dar algum infarte, ou coisa parecida. Não sei
se é esgotamento mental, pois trabalho muito há 3,5 anos
e não tirei férias. Mas, se tirar, vou viajar para onde
e com quem?
Não consigo tirar da cabeça pensamentos como
os que acabei de dizer. Tomo algum medicamento para estresse, falo com
meu psiquiatra, o que faço?
Meu caro, nós percebemos que você está
sofrendo muito. Só não entendemos porque você não
aceitou a ajuda que o psiquiatra lhe deu. Temos a mania de chamar todos
os remédios para a mente de calmantes, mas não
é assim. Hoje em dia os conhecimentos da medicina psiquiátrica
evoluíram muito.
Existem novas medicações capazes de auxiliar
muito uma pessoa sem deixá-la dependente ou com muito sono, por
exemplo. Acreditamos que o remédio que lhe foi receitado não
é um calmante e sim um outro tipo de medicação, pois
o seu quadro lembra muito a síndrome do pânico. Se você
aceitar e seguir direitinho o tratamento irá perceber uma grande
melhora nesses sintomas de medo de morrer, de ir a certos lugares etc.
Mas a medicação não é mágica.
Você colocou sua felicidade fora de você. Isto
é, você acreditou que tendo essa moça como namorada,
todos os seus problemas estariam resolvidos. A vida não é
assim. Você fala também de sua tendência a fugir dos
problemas através do álcool e isso também não
resolve o problema apenas cria outro o da dependência química.
Pare para pensar e veja se seus problemas não são
anteriores a tudo isso. Talvez até o namoro tenha sido uma espécie
de fuga. Também isso de sair por aí ficando com qualquer
garota que pinte não é solução. Cá
entre nós, está na hora de você procurar se conhecer
melhor e resolver a raiz de seus problemas.
Nossa sugestão é que você inicie uma psicoterapia
para se entender melhor e descobrir o que o está afligindo tanto.
Mas não abandone o tratamento com o psiquiatra. Aliás, comece,
pois só ir ao médico não resolve. É preciso
tomar a medicação. No inicio ela pode causar algum desconforto,
mas insista e verá que depois de uns 15 dias (tempo do remédio
fazer efeito) você irá se sentir bem melhor. Pare de fugir
e enfrente as dificuldades, pois só assim você conseguirá
sair desse sofrimento.
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