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Sempre fui uma pessoa que não tinha medo de nada. Hoje,
depois de alguns altos e baixos, passei a ter medo de tudo. Até
de falar, de conversar com as pessoas. Para completar, estou loucamente
apaixonada por um homem tão cheio de problemas quanto eu. Fico
ouvindo quando ele precisa desabafar dos seus problemas. Não sei
o que fazer! Às vezes tenho vontade de largar meus filhos e sumir
no mundo. Não tenho mais força como antes. O que devo fazer?
Sei que preciso de ajuda! Outra questão: meu filho tem 11 anos
e me dá o maior trabalho. Sinto que ele está meio rebelde
e já não quer mais ir ao colégio. Fica pela rua até
dar a hora de voltar para casa. Agora faz de tudo para me tirar do sério,
pois ele não fala mais. Acho que ele quer ir morar com o pai. O
que devo fazer se ele não diz o que realmente quer? Vai me doer
mas, e se for isso, já que o pai não se casou de novo e
vive sozinho. Sei que meu filho vai ficar jogado. O que devo fazer? Não
tenho com quem conversar e isso está me fazendo muito mal. (Val)
Val, apesar de o medo ter invadido a sua vida, dentro de você
ainda há aquela mulher forte, batalhadora e segura. Da mesma forma
como a Val de ontem adormeceu, você pode fazer com que ela volte.
Por que será que você se apaixonou logo por um
homem cheio de problemas? Seria por que, com esta atitude, você
não precisaria pensar em seus próprios problemas e ainda
se sentir útil, coitadinha, boazinha, sofredora? Pense sobre isto!
Será que é isso que você deseja para sua vida? Você
merece ser feliz e ter um companheiro que a compreenda, compartilhe tristezas
e alegrias, seja amigo, marido e amante.
Quanto ao seu filho, não se esqueça que as responsabilidades
da educação dele devem ser compartilhadas por seu ex-marido.
Sugerimos que você converse com seu ex e conte-lhe tudo o que está
acontecendo. Depois, façam uma reunião familiar (mãe,
pai e filho) e dialoguem sobre os problemas, tanto escolares como os do
dia-a-dia da casa.
No mundo atual, é importante que os pais estejam atentos
inclusive à atração que as drogas vêm exercendo
sobre os jovens. Diga a seu filho que vocês estão preocupados
com as atitudes dele e gostariam de ajudá-lo. Perguntem-lhe sobre
seus sentimentos, inclusive sobre a separação. Deixem claro
que, qualquer que tenha sido o motivo, ele não foi responsável
pela separação. E que vocês continuarão sendo
os pais dele, apesar de morarem em casas separadas.
A decisão de onde ele vai morar compete a vocês.
Ele pode opinar, mas quem definirá será vocês. Ele
ainda é muito novo para ter esta responsabilidade. Lembre ao pai
que sua presença constante é muito importante nesta fase
do desenvolvimento de um garoto, pois ele precisa se sentir seguro e amado
por vocês.
Cá entre nós, o diálogo é
uma das melhores formas de solucionar problemas. Se for necessário,
sugerimos que procurem ajuda de uma psicóloga para ajudá-los
a superar esta fase.
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