1-
Como surgiu seu interesse pelo bodyboarding?
Eu sempre acompanhei meu pai nos torneios de pesca e treinos, mas nunca
tive muita paciência de ficar na areia. Um dia eu assisti uma reportagem
que falava sobre bodyboarding e me apaixonei pelo esporte à primeira
vista.
2- Você
também iniciou a carreira de modelo. Está sendo muito difícil
levar as duas profissões?
Eu não sou modelo profissional, mas quando preciso fazer fotos
tomo uns puxões de orelha, pois sempre estou bem bronzeada, o que
dificulta a maquiagem e meus cabelos vivem danificados por causa da água
do mar.
3-
O Brasil dá muito destaque na imprensa ao futebol e pouco aos demais
esportes. Isso prejudica os atletas de outras modalidades a arrumarem
patrocínio?
Sim, com certeza! O Brasil tem grandes talentos em diversos esportes.
É muito esforço e dedicação para pouco reconhecimento.
Por melhor que o atleta seja, se ele não está na mídia
dificilmente ele vai conseguir um bom patrocinador. Muitos atletas acabam
desistindo de competir e o Brasil perde muito com isso.
4- Por conta
de estar no mundo do bodyboarding, você deve ter conhecido muitas
praias. Qual você destacaria como a mais bonita?
Sim, graças à Deus eu já conheci muitos lugares
maravilhosos, verdadeiros paraísos. Cada praia tem sua beleza,
mas eu não poderia deixar de citar as praias do Hawaii, com suas
ondas perfeitas e um pôr do sol inesquecível, como a praia
de Waimea Bay na ilha de Oahu. Aqui no Brasil temos a praia da Cacimba
do Padre, em Fernando de Noronha. E uma praia mais próxima que
é muito charmosa é Joatinga, localizada dentro de um condomínio
na cidade do Rio de Janeiro.
5- Existe
espaço para os nikkeis participarem do esporte? Muitos praticam
o bodyboarding?
Os descendentes de japonês têm grandes habilidades, como
a agilidade e o equilíbrio, que são fundamentais para esse
esporte. Temos várias atletas nikkeis dentro do bodyboarding, como
Desireé Kinashi, Alexandra Kagaya, Francis Aoto, entre outras.
6- O que
você espera de 2009?
Quero continuar competindo aqui no Brasil, e também algumas
etapas do circuito mundial. Também quero fazer viagens para lugares
que eu ainda não conheço para surfar e fazer matéria
para continuar divulgando o bodyboarding.
7- Qual
mensagem você deixaria pra quem pretende seguir o esporte?
O bodyboarding é um esporte completo. Ótimo para o
corpo e para a mente. No começo tem que ter um pouco de paciência
e ser persistente. O treino leva à perfeição. A sensação
de dropar uma onda, de completar uma manobra, é algo indescritível.
Só mesmo surfando para entender essa emoção. Mas
não se esqueçam: cada um tem o seu próprio limite!
Boas ondas!
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